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domingo, 25 de dezembro de 2016

O Ninho Vazio



No galho de fronte
Há um ninho pequeno
Tramado com amor
Forrado com feno

É uma casa triste,
Jamais habitada
Nunca houve aurora
Em sua sacada!

Lá vejo um berço
Que nunca embalou.
Vazio como a alma
De quem atirou!


De José Alberto Lopes®
dez-16

E assim caminha a poesia




Assim tem sido a minha vida
Depois que passei a escrever de fato.
Logo de manhã numa xícara
De lábio carnudo sorvo um café
Saboroso, enquanto o pensamento
Me absorve por inteiro!

Escrever logo cedo é bom,
Ouvindo ainda o silêncio
Do cantar dos pássaros...
Mas um dia desses
Quase em rebeldia
Perguntei ao meu espelho:
_Se todas as letras e tantas coisas
já foram escritas, ditas,
como pode haver tantas poesias
ainda a escrever?
E o espelho olhando bem nos meus olhos
Incontinenti respondeu:
_Creio que, se é por finitos algarismos
Que se pode contar infinitas estrelas,
Também, é com finitas letras
Que se escreve infinitas poesias...!



de José Alberto Lopes®
dez-16

LILIPUT



Liliput,
Não vos falo pois,
Do pequeno país de Gulliver
Mas, de uma grande paixão!
Que até hoje marca meu peito
Como o gado é marcado!

Um dia após muitos anos
A encontrei numa rua do cais
E lembrei-me de uma canção antiga
Que dizia: - “Estava ela, menos ingênua
E mais bela”
Então, roubei-lhe um beijo
E sua boca era como o vinho:
Que amadurece!

Porém, não era mais
Aquela menina tímida, franzina,
Por quem um dia me enamorei.
Era como a lua
Que tem o encanto de todos,
Mas de fato! Não tem a ninguém.

Mesmo assim, por razões que a própria
Razão desconhece
Liliput, a pequenina, vive ainda
Em meu imaginário grande,
Num país situado no meu lado esquerdo!
Para onde sempre faço minhas Viagens...


De José Alberto Lopes®
dez-16